Hoje, 05/09, o hasteamento das bandeiras foi acompanhado pelos alunos do Ensino Médio. As alunas Eduarda Mello Zambenedeti e Gabriela Raupp Serpa, do 7º ano do Ensino Fundamental, leram o poema : “O dia 7 de setembro, em Paris”, de Domingos José Gonçalves de Magalhães.

O DIA 7 DE SETEMBRO, EM PARIS
Longe do belo céu da Pátria minha,
Que a mente me acendia,
Em tempo mais feliz, em qu’eu cantava
Das palmeiras à sombra os pátrios feitos;
Sem mais ouvir o vago som dos bosques,
Nem o bramido fúnebre das ondas,
Que n’alma me excitavam
Altos, sublimes turbilhões de idéias;
Com que cântico novo
O Dia saudarei da Liberdade?Ausente do saudoso, pátrio ninho,
Em regiões tão mortas,
Para mim sem encantos, e atrativos,
Gela-se o estro ao peregrino vate.
Tu também, que nos trópicos te ostentas
Fulgurante de luz, e rei dos astros,
Tu, oh sol, neste céu teu brilho perdes.(…)

Dia da Liberdade!
Tu só dissipas hoje esta tristeza
Que a vida me angustia.
Tu só me acordas hoje do letargo
Em que esta alma se abisma,
De resistir cansada a tantas dores.
Ah! talvez que de ti poucos se lembrem
Neste estranho país, onde tu passas
Sem culto, sem fulgor, como em deserto
Caminha o viajor silencioso.

Mas rápidos os dias se devolvem;
E tu, oh sol, que pálido me aclaras
Nestas longínquas plagas,
Brilhante ainda raiarás na Pátria,
E ouvirás meus hinos
Em honra deste Dia, não magoados
Co’os fúnebres acentos da saudade.

Publicado no livro Suspiros Poéticos e Saudades (1836). Poema integrante da série Saudades.

In: GRANDES poetas românticos do Brasil. Pref. e notas biogr. Antônio Soares Amora. Org. rev. e notas Frederico José da Silva Ramos. São Paulo: LEP, 194

 

 

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